Mococa, 28 de Fevereiro de 2021



Tragédia e indignação

 Tragédia e indignação

As mais de 250 mil mortes por covid-19 no Brasil poderiam ter sido evitadas se tivéssemos um governo federal com sensibilidade social e competente para enfrentar crises, coordenar com seriedade campanhas contra a pandemia e promover de forma organizada uma ampla, rápida e eficaz vacinação gratuita para todos.

Temos também no dia a dia, infelizmente, muita gente que ainda não acredita na letalidade do coronavírus ou considera muito normal estas mais de 250 mil mortes, em uma evidente falta de empatia com as outras pessoas, com as que estão internadas e com as famílias que perderam entes queridos.

Pessoas assim, tão genocidas quanto Bolsonaro, costumam participar de aglomerações e não respeitam o distanciamento social, o uso de máscara e as demais recomendações médicas e científicas contra o contágio.

Façamos a nossa parte. O Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e região, por exemplo, é muito atuante nos locais de trabalho para garantir a saúde e a segurança da categoria e evitar a disseminação da covid-19. Inclusive, sempre que necessário, acionamos as Vigilâncias Sanitárias dos municípios de nossa base para que verifiquem se as empresas e fábricas estão realmente seguindo as normas de prevenção da doença.

Vamos à luta: por vacinas, auxílio emergencial de R$ 600 mensais até o fim da pandemia, emprego e renda para todos, respeito à vida e solidariedade às populações socialmente mais vulneráveis.

Francisco Sales Gabriel Fernandes, o Chico
Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e região e vice-presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de SP.

OIT exige explicações do governo brasileiro sobre ataques aos direitos trabalhistas

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Foto: Marcos de Paula / Agência O Globo

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) está cobrando do governo brasileiro explicações sobre reformas e medidas que tem sido adotadas ultimamente no Brasil para destruir os direitos da classe trabalhadora e que violam convenções internacionais.

São elas: a nefasta reforma trabalhista de 2017, aprovada no “desgoverno” Temer, e as medidas provisórias 927 e 936, adotadas no ano passado pelo atual “desgoverno”, por conta da pandemia, permitindo a suspensão de contratos de trabalho e a redução de salário e jornada.

A reforma trabalhista, que podemos chamar de deforma, não gerou os empregos prometidos e só serviu para precarizar as relações de trabalho e barrar o desenvolvimento produtivo, econômico e social no Brasil.

O desemprego está atingindo mais de 14 milhões de trabalhadores, a informalidade e o desalento só crescem e mais e mais pessoas estão em risco social, na pobreza e na miséria.

“É importante esta pressão da OIT, para coibir o autoritarismo em relação às leis e conquistas sociais e trabalhistas e barrar a repressão contra as mobilizações, greves e assembleias sindicais. Os setores produtivos, a classe trabalhadora e o movimento sindical precisam ser ouvidos e a democracia deve ser plenamente respeitada, sem violência, perseguição e práticas antissindicais”, diz Francisco Sales Gabriel Fernandes, o Chico, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e região e vice-presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de SP.

ChicodoSindicato OIT exige explicações do governo brasileiro sobre ataques aos direitos trabalhistas

Sindicalismo essencial e atuante

ChicodoSindicato Sindicalismo essencial e atuante

A sociedade brasileira precisa melhorar e muito a qualidade do voto nas próximas eleições, pois o que temos atualmente em Brasília, tanto no governo federal, quanto no Congresso Nacional (com exceções, é claro!), são políticos totalmente alheios às demandas sociais, ao desenvolvimento do País e à ascensão da maioria da população.

O governo, por exemplo, estuda voltar o auxílio emergencial, mas desta vez de apenas R$ 200,00 e atrelado à aceitação, pelo beneficiário, da nefasta carteira de trabalho verde amarela, que retira mais direitos dos trabalhadores e amplia o trabalho informal no País. Merece nosso total repúdio esta chantagem, esta crueldade!

Precisamos, sim, do auxílio emergencial. Mas no valor original defendido pelo movimento sindical unificado: R$ 600 reais mensais, até o fim da pandemia, para que os trabalhadores desempregados e autônomos, ainda sem condições de exercer suas profissões, possam ter renda para suas famílias enfrentarem este período de crise ainda muito difícil.

O Papa Francisco já havia falado sobre a importância do sindicalismo para a sociedade. Agora temos mais dois reforços: o presidente Joe Biden, que pretende fortalecer o movimento sindical, as negociações coletivas e o salário mínimo nos Estados Unidos, e o filósofo e ativista ambiental e político Noam Chomsky que, em recente entrevista à revista Época, afirmou que o movimento sindical não é só importante, é essencial para defender os trabalhadores e a sociedade.

Neste sentido, vamos continuar atuantes em defesa da vida, da saúde, do emprego, da renda e dos direitos da classe trabalhadora, pela vacinação universal e gratuita para todos contra a covid-19, pelo fortalecimento do SUS e pelo retorno urgente do auxílio de R$ 600 reais mensais, até o fim da pandemia.

Francisco Sales Gabriel Fernandes, o Chico
Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e região e vice-presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de SP.

Justiça garante transporte grátis para todos os idosos no Estado de SP

IMG 20200604 WA0019 540x423 Justiça garante transporte grátis para todos os idosos no Estado de SP

Acatando uma ação movida pela nossa Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes e pelo Sindicato Nacional dos Aposentados, filiadas à Força Sindical, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou na quinta, 7 de janeiro de 2021, que o transporte aos idosos entre 60 e 64 anos continue sendo oferecido de forma gratuita no Estado de SP.

Segundo a decisão do juiz Luis Manuel Fonseca Pires, da 3ª Vara de Fazenda Pública, o decreto assinado pelo governador João Doria em dezembro não se sobrepõe à lei estadual que determina a gratuidade a este grupo. O fim da gratuidade no transporte coletivo a idosos entre 60 e 64 anos foi uma ação conjunta entre a Prefeitura de São Paulo e o governo do estado no ano passado, em pleno período de Natal.

“Esta decisão é de suma importância, inclusive para os aposentados metalúrgicos de nossa base e de outras categorias de Mococa e região, pois a gratuidade no transporte para os idosos de todas as idades ajuda muito diante das dificuldades de viver só com a aposentadoria, ainda mais neste período de crise e pandemia”, diz Francisco Sales Gabriel Fernandes, o Chico, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e Região e vice-presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de SP.

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