Mococa, 08 de Maio de 2021



Trabalhadores da Mocdrol conquistam PLR e avanços em outros benefícios

 Trabalhadores da Mocdrol conquistam PLR e avanços em outros benefícios

 

Em assembleia realizada no Clube dos Metalúrgicos de Mococa/SP, na segunda, 3 de maio de 2021, os trabalhadores da Mocdrol aprovaram as propostas sobre Participação nos Lucros ou Resultados, acordo de horário de trabalho e tíquete alimentação.

 

A PLR será paga em 2 parcelas (5 de maio e 30 de outubro), o tíquete alimentação passou para R$ 430 mensais e, entre vários outros benefícios, o acordo conquistado garante auxílio escolar de R$ 426 por ano letivo para filho de até 14 anos de idade.

 

A Mocdrol está localizada no Distrito Industrial 2 de Mococa, fabrica cilindros hidráulicos e emprega 220 trabalhadores. “Destes companheiros, acima de 80% são sindicalizados”, informa Francisco Sales Gabriel Fernandes, o Chico, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e Região e vice-presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de SP.

 Trabalhadores da Mocdrol conquistam PLR e avanços em outros benefícios

 Trabalhadores da Mocdrol conquistam PLR e avanços em outros benefícios

 Trabalhadores da Mocdrol conquistam PLR e avanços em outros benefícios

Salve o Dia Internacional do Trabalhador. Viva a classe trabalhadora! Viva os metalúrgicos!

 Salve o Dia Internacional do Trabalhador. Viva a classe trabalhadora! Viva os metalúrgicos!

Contra a fome, a pandemia e o desemprego

IMG 20200604 WA0026 540x361 Contra a fome, a pandemia e o desemprego

 

Os governos Temer e Bolsonaro conseguiram derrubar o PIB brasileiro (conjunto de todas as riquezas produzidas no País) e com suas deformas trabalhista e previdenciária, entre outras medidas ao gosto neoliberal, só prejudicaram as relações de trabalho, destruiram direitos e conquistas históricas da classe trabalhadora, reduziram a renda do povo e não geraram os empregos prometidos.

Temos hoje mais de 14 milhões de desempregados, outros milhões no trabalho precário e no desalento e, com a pandemia, que já “cancelou” a vida de mais de 400 mil brasileiros, a situação social piorou ainda mais.

Segundo matéria do jornalista Vitor Guzzi, da Rede Brasil Atual, “depois de recuar significativamente até meados da década passada, a fome voltou a crescer no Brasil e a chamada insegurança alimentar disparou nos dois últimos anos. São quase 117 milhões de pessoas nesta situação, sem acesso pleno e permanente a alimentos. Além deles, há ainda 19,1 milhões de brasileiros que efetivamente passam fome, em um quadro de insegurança alimentar grave”.

Embora cientes de que não é a solução definitiva para os problemas, devemos sim arregaçar as mangas, participar das campanhas de solidariedade, arrecadar alimentos e distribuí-los às pessoas mais necessitadas.

A sociedade precisa ter é uma participação política mais efetiva, consciente e humanitária para mudar os rumos políticos do País, elegendo parlamentares e governos progressistas, voltados ao social, com visão de nação e vontade política para fazer o Brasil retomar os trilhos do desenvolvimento: com empregos decentes, salários dignos, direitos preservados e ampliados, inclusão e justiça social, sem fome, sem pobreza e sem miséria.

Para marcar a passagem do 1º de Maio de 2021, devemos ter em mente estas reflexões e avançar as lutas, que o nosso movimento sindical tem apresentado diariamente ao País, exigindo também vacinas para todos contra a covid-19, rapidez na vacinação, valorização do SUS e dos profissionais da saúde e Auxílio Emergencial de 600 reais mensais para quem precisa até o fim da pandemia.

Viva a classe trabalhadora! Viva o 1º de Maio pela Vida! Vida o Dia Internacional do Trabalhador!

Francisco Sales Gabriel Fernandes, o Chico
Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e região e vice-presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de SP

 

Brasil na lista suja da OIT

Vergonha mundial: nosso País continua violando os direitos trabalhistas

 Brasil na lista suja da OIT

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) incluiu novamente o Brasil na vergonhosa lista de países acusados de violar convenções internacionais do trabalho como, por exemplo, a Convenção 98, que trata de negociações coletivas.

Aliás, é um embate que estamos tendo no Brasil, de forma mais acentuada, desde o governo Temer, em repúdio à nefasta reforma trabalhista: que não gerou os milhões de empregos prometidos e só serviu para destruir direitos e conquistas históricas da classe trabalhadora, enfraquecer o sindicalismo e as negociações coletivas e precarizar ainda mais as relações de trabalho.

E a situação só tem piorado no atual governo federal, que não é democrático, não sabe nem pretende dialogar com o movimento sindical e tem uma política econômica neoliberal totalmente de ataque ao trabalho decente, aos direitos sociais, trabalhistas e previdenciários da classe trabalhadora e às negociações coletivas.

Sem os sindicatos nas negociações com os patrões os trabalhadores costumam ficar sempre no prejuízo. Por isto, lutamos pela valorização do sindicalismo brasileiro, combatemos o individualismo e o egoísmo e exigimos por parte do governo e do empresariado respeito às convenções internacionais do trabalho e às negociações coletivas.

Vale acrescentar que estar nesta lista da OIT pode também, no aspecto econômico, atrapalhar a importação dos produtos brasileiros, pois os consumidores de outros países, principalmente os mais desenvolvidos, costumam pressionar contra quem não respeita os padrões trabalhistas internacionais.

Isto também é péssimo para o Brasil, que já está em queda acentuada no PIB, com mais de 14 milhões de desempregados, com a imagem desgastada mundialmente por não ter controlado a pandemia e a destruição do meio ambiente e com um governo que vive atacando as instituições democráticas, incentivando a violência e o ódio, inclusive contra os povos indígenas, os quilombolas, os jornalistas e os ativistas políticos, trabalhistas e sociais divergentes de sua política genocida.

Francisco Sales Gabriel Fernandes, o Chico do Sindicato

Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e região e vice-presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de SP

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