Mococa, 04 de Agosto de 2020



Justiça Tributária: a hora é agora!

IMG 20200604 WA0029 304x540 Justiça Tributária: a hora é agora!

Neste momento em que os debates sobre a reforma tributária avançam no Congresso Nacional é fundamental a sociedade brasileira entrar em contato com os Senadores e Deputados Federais e exigir que as grandes fortunas e os muito ricos sejam taxados e contribuam definitivamente com a distribuição de renda no Brasil e o desenvolvimento geral da nação.

“Se há justiça, não há revolta!”, diz Francisco Sales Gabriel Fernandes, o Chico, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e região e vice-presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de SP.

Vale destacar que 42 bilionários brasileiros aumentaram recentemente suas fortunas em 34 bilhões e, do outro lado, neste período da pandemia, ocorreram o fechamento de muitos negócios, lojas e empresas e aumentaram tragicamente o desemprego, a subocupação, o desalento de quem nem sequer procura mais uma vaga no mercado de trabalho, a pobreza e a miséria.

Chico do Sindicato lembra que a tributação começa em salários de R$ 1.900 reais, o que é uma tremenda injustiça pois salário não é renda, “é um meio de subsistência”. Para ele, a classe média também não pode ser penalizada.

A tabela do imposto de renda, que há vinte anos continua “imexível”, está defasada em mais de 50%.

“Temos que mexer nesta tabela urgentemente. Temos que taxar os ricos e as fortunas. Temos que valorizar os setores produtivos que geram emprego, trabalho decente e salários dignos. Se isso não ocorrer na reforma tributária, estaremos perdendo uma grande oportunidade de mudar a realidade social e econômica do Brasil. Vamos dialogar com os parlamentares e exigir a Justiça Tributária, já!”, finaliza Chico do Sindicato.

Apoio a greves metalúrgicas no País e ao fim da MP 927

IMG 20200604 WA0026 540x361 Apoio a greves metalúrgicas no País e ao fim da MP 927

O Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e região está solidário à greve por tempo indeterminado dos trabalhadores da Renault de São José dos Pinhais, no Paraná, contra as 700 demissões anunciadas pela montadora na terça, 21 de julho de 2020.

Para Francisco Sales Gabriel Fernandes, o Chico, presidente do Sindicato, a empresa age com intransigência, pois o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, presidido pelo companheiro Sérgio Butka, sempre esteve aberto às negociações para encontrar alternativas para a manutenção dos empregos.

“A sociedade não pode aceitar que em plena pandemia uma montadora do porte da Renault aja desta maneira tão insensível, colocando em risco social milhares de pessoas”, diz Chico do Sindicato.

O apoio também é direcionado à greve dos metalúrgicos da PTI de São Paulo, fábrica de redutores de velocidade, em ação liderada pelo companheiro Ricardo Rodrigues, o Teco, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, entidade presidida pelo presidente da Força Sindical e da CNTM, Miguel Torres. Vale lembrar que o Teco também é diretor da Federação dos Metalúrgicos do Estado de SP.

“É muita insensibilidade do patrão deixar os 180 trabalhadores da PTI sem salários há mais de dois meses”, diz Chico.

MP 927 - Sobre a perda da eficácia da nefasta medida provisória (MP) 927, que caducou no último dia 19 de julho, Chico diz que, no meio de tantas notícias ruins para o movimento sindical e para a classe trabalhadora, este foi um acontecimento vitorioso, fruto da mobilização nacional junto aos Senadores da República.

“A MP 927 estabelecia a prevalência de acordos individuais sobre a legislação trabalhista e sobre acordos e convenções coletivas. Deste modo, caso fosse votada e aprovada, tornaria ainda mais precárias as relações entre capital e trabalho e permitiria aos maus patrões explorar a classe trabalhadora com contratos, jornada e condições de trabalho abusivas, sem a participação atenta, justa e idônea das entidades sindicais dos trabalhadores”, diz Chico do Sindicato.

Recontratações passam pelo Sindicato

 Recontratações passam pelo Sindicato

A portaria do governo 16.655/20, publicada na terça, 14 de julho de 2020, no Diário Oficial da União, autoriza durante o estado de calamidade pública da Covid-19 a recontratação de funcionário dentro de 90 dias.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e Região e vice-presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, Francisco Sales Gabriel Fernandes, o Chico do Sindicato, defende que o movimento sindical aproveite esta “brecha” e entre pra valer nas negociações com as empresas para garantir as recontratações, mas só com o aval do Sindicato, sem que haja perdas de salário, direitos e benefícios.

Chico lembra que já foram demitidos nesta pandemia mais de 1 milhão e meio de trabalhadores e, neste sentido, as recontratações serão muito bem vindas para as famílias dos trabalhadores, para a sociedade e para a retomada da economia.

“O cuidado que temos de ter é evitar a ação dos maus patrões, que podem querer demitir, causando a terrível rotatividade e fraudando as recontratações, com pagamento menor para os trabalhadores”, diz Chico.

“Mas o movimento sindical é forte, inteligente e capaz de entrar neste debate, participando das negociações e incentivando as recontratações de forma justa. Nos deixaram de lado em muitas ocasiões nos últimos anos e nesta crise atual. Chegou a hora de mostrarmos para a sociedade brasileira que somos protagonistas e essenciais para a retomada da economia e do emprego”, finaliza.

Com data-base em novembro, metalúrgicos se preparam para a campanha 2020

IMG 20200604 WA0020 540x387 Com data base em novembro, metalúrgicos se preparam para a campanha 2020

Retomada da indústria impulsionará sindicatos na mobilização da categoria metalúrgica pela renovação das cláusulas da Convenção Coletiva

Diante do quadro de recessão ainda existente no País, é uma boa notícia saber que a indústria, mesmo que de forma lenta e gradual, começa a se recuperar economicamente.

Para o Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e região, este primeiro passo da indústria com melhorias na produção servirá de parâmetro para desde já a categoria metalúrgica se preparar para as negociações da campanha salarial deste ano (data-base: novembro).

“A classe patronal e os empresários receberam e ainda recebem ajuda do governo para manter seus negócios e suas atividades econômicas de pé nesta pandemia do Coronavírus. Para os trabalhadores, nada!”, critica Francisco Sales Gabriel Fernandes, o Chico, presidente do Sindicato e vice-presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de SP.

Chico lembra que não tivemos nem uma medida provisória ou portaria favoráveis à classe trabalhadora e ao movimento sindical.

“O patronato teve chances e alternativas: a desoneração da folha de pagamento e a medida da redução de jornada e salário, por exemplo, e tem ainda muita ajuda financeira”.

Para enfrentar estes tratamentos desiguais no mundo do trabalho é necessário muita união e mobilização. “É hora de nos prepararmos desde já, com reuniões e assembleias, inclusive virtuais, para a renovação das cláusulas sociais, sindicais, jurídicas e econômicas”.

A campanha salarial da Federação é unificada e reúne 54 sindicatos filiados em todo o Estado de SP, representando cerca de 800 mil metalúrgicos com data-base em novembro.

Os sindicatos também lutarão na campanha pelo fim do desemprego, pela garantia da ultratividade das convenções coletivas (item vetado pelo governo ao sancionar a MP 936), pelo prolongamento do auxílio emergencial de R$ 600 até dezembro (“Nenhum real a menos – que ninguém fique sem receber”) e por mais medidas que garantam a saúde e a segurança dos trabalhadores e das trabalhadoras nas fábricas contra o contágio do coronavírus.

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