
Chico do Sindicato analisa a falta de medidas para os trabalhadores no Plano Brasil Maior
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Mococa e região, Chico do Sindicato, lamentou a ausência de medidas para os trabalhadores no Plano Brasil Maior, lançado pelo Governo Federal dia 2 de agosto, que prevê a desoneração da indústria brasileira com recursos de R$ 25 bilhões.
Chico defende que “este momento de edição de medidas voltadas ao incentivo da indústria nacional era também o momento de se implantar medidas de apoio a geração de empregos e renda – o momento de contemplar os trabalhadores brasileiros com a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem a redução dos direitos trabalhistas, o que infelizmente não aconteceu, frustrando as expectativas da classe trabalhadora e das lideranças sindicais brasileiras, que esperam da Presidente Dilma ações diretas em prol dos trabalhadores.
Na verdade, o pacote anunciado e a política industrial do Governo Dilma foi uma decepção para as centrais e os movimentos sindicais. Alguns pontos deste plano restringem os direitos sociais e não houve diálogo com as centrais sindicais antes do pacote ser finalizado, o que compromete a eficácia das medidas. O governo convidou as centrais para anunciar um pacote pronto e não para debater com os sindicalistas as propostas que seriam apresentadas.
Diante desse fato, não resta alternativa às centrais sindicais a não ser o combate à essas medidas, onde a proposta para alteração da folha de pagamento das empresas mexe na previdência social, sem deixar claro o que realmente será alterado e sem comprovar, por meio de relatórios competentes, se esta desoneração não criará uma defasagem para o trabalhador num futuro próximo.
Outro problema sério que o Brasil enfrenta e que não foi contemplado por esse plano é a necessidade de investimentos para solucionar os problemas de logística e infraestrutura, que oneram a produção e prejudicam as indústrias brasileiras.
Outra medida que não foi incluída no Plano “Brasil Maior” são as barreiras de proteção para a indústria nacional, que vem sendo golpeada mortalmente pelas importações de peças e produtos manufaturados, produzidos em países onde os trabalhadores são explorados e que chegam ao mercado brasileiro a preços reduzidos, arrebentando a indústria nacional e reduzindo a geração de empregos”.
Chico do Sindicato declarou ainda que acredita que o Congresso Nacional ouvirá os dirigentes das principais centrais sindicais, antes de aprovar o Plano Brasil Maior, que chega ao Congresso em forma de Medida Provisória e cujas medidas não trouxeram o avanço social que a Nação necessita e que todos esperavam.
















