Mococa, 29 de Setembro de 2020



Com data-base em novembro, metalúrgicos se preparam para a campanha 2020

IMG 20200604 WA0020 540x387 Com data base em novembro, metalúrgicos se preparam para a campanha 2020

Retomada da indústria impulsionará sindicatos na mobilização da categoria metalúrgica pela renovação das cláusulas da Convenção Coletiva

Diante do quadro de recessão ainda existente no País, é uma boa notícia saber que a indústria, mesmo que de forma lenta e gradual, começa a se recuperar economicamente.

Para o Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e região, este primeiro passo da indústria com melhorias na produção servirá de parâmetro para desde já a categoria metalúrgica se preparar para as negociações da campanha salarial deste ano (data-base: novembro).

“A classe patronal e os empresários receberam e ainda recebem ajuda do governo para manter seus negócios e suas atividades econômicas de pé nesta pandemia do Coronavírus. Para os trabalhadores, nada!”, critica Francisco Sales Gabriel Fernandes, o Chico, presidente do Sindicato e vice-presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de SP.

Chico lembra que não tivemos nem uma medida provisória ou portaria favoráveis à classe trabalhadora e ao movimento sindical.

“O patronato teve chances e alternativas: a desoneração da folha de pagamento e a medida da redução de jornada e salário, por exemplo, e tem ainda muita ajuda financeira”.

Para enfrentar estes tratamentos desiguais no mundo do trabalho é necessário muita união e mobilização. “É hora de nos prepararmos desde já, com reuniões e assembleias, inclusive virtuais, para a renovação das cláusulas sociais, sindicais, jurídicas e econômicas”.

A campanha salarial da Federação é unificada e reúne 54 sindicatos filiados em todo o Estado de SP, representando cerca de 800 mil metalúrgicos com data-base em novembro.

Os sindicatos também lutarão na campanha pelo fim do desemprego, pela garantia da ultratividade das convenções coletivas (item vetado pelo governo ao sancionar a MP 936), pelo prolongamento do auxílio emergencial de R$ 600 até dezembro (“Nenhum real a menos – que ninguém fique sem receber”) e por mais medidas que garantam a saúde e a segurança dos trabalhadores e das trabalhadoras nas fábricas contra o contágio do coronavírus.

Acordo garante empregos, direitos e renda na Mocdrol

 Acordo garante empregos, direitos e renda na Mocdrol

O Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e Região, presidido por Francisco Sales Gabriel Fernandes, o Chico do Sindicato, realizou nesta terça, 30 de junho, uma assembleia de redução de jornada e salário por três meses na Mocdrol.

A assembleia, realizada no Clube do Sindicato, aprovou três meses de garantia de emprego (até 31/12/2020) e complementação salarial negociada pelo Sindicato (variável conforme salário nominal de 5% a 20%), junto com o pagamento dos 25% pelo governo federal.

“Neste período difícil de crise da pandemia do coronavírus, estamos atentos e atuantes para preservar a saúde dos trabalhadores e ao mesmo tempo cuidar das questões trabalhistas e econômicas, evitando as demissões e garantindo a renda e os direitos da categoria metalúrgica”, diz *Chico do Sindicato*, que também é vice-presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo.

A Mocdrol tem 170 empregados, produz cilindros hidráulicos e está localizada no Distrito Industrial 2 de Mococa/SP.

Acesse: www.sindmoc.org.br

 Acordo garante empregos, direitos e renda na Mocdrol

 Acordo garante empregos, direitos e renda na Mocdrol

 Acordo garante empregos, direitos e renda na Mocdrol

 

Metalúrgicos investem no virtual para manter ações e conquistas

 Metalúrgicos investem no virtual para manter ações e conquistas

Neste período de distanciamento social, uma das medidas necessárias contra a disseminação do coronavírus, o movimento sindical também aderiu com mais frequência às ferramentas on-line, fazendo videoconferências entre os dirigentes com os mais variados segmentos da sociedade, inclusive políticos e empresariais, em busca de saídas contra a crise e pela retomada do desenvolvimento econômico.

Na terça, 23 de junho de 2020, presidentes de sindicatos filiados à Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo fizeram em reunião virtual um balanço da realidade na base metalúrgica, principalmente com relação ao emprego, à renda e a saúde da categoria e à situação das indústrias.

“Foi um excelente exercício, democrático, de intercâmbio de informações e opiniões, já nos preparando para futuras assembleias on-line das entidades com os trabalhadores, nas batalhas que iremos travar para garantir os direitos da categoria nos acordos e na Convenção Coletiva de Trabalho”, diz Francisco Sales Gabriel Fernandes, o Chico, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e região e vice-presidente da Federação.

Chico do Sindicato também informa que está em fase de conclusão na base metalúrgica de Mococa e região a criação de grupos no WhatsApp de trabalhadores por fábrica para que os companheiros e companheiras recebam notícias atuais do mundo do trabalho, dos fatos ocorridos em nossa base territorial e das demais mobilizações sindicais em defesa de seus interesses e reivindicações. “Quem quiser participar, basta passar o número de telefone para os diretores do nosso Sindicato”, diz Chico. “Informação e mobilização são essenciais”.

www.sindmoc.org.br

Negociação coletiva combate a crise e evita demissões em massa

IMG 20200604 WA0017 304x540 Negociação coletiva combate a crise e evita demissões em massa

 

O Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e região tem se colocado de forma bastante clara e objetiva aos empresários que procuram a entidade em busca de soluções rápidas para a situação econômica de suas empresas.

Para o Sindicato, as demissões em massa não ajudam em nada e seus reflexos negativos causam uma situação social traumática para os trabalhadores e suas famílias, para as comunidades onde vivem e para os próprios segmentos econômicos, do comércio e de serviços, etc., da região.

Para Francisco Sales Gabriel Fernandes, o Chico, presidente do Sindicato, é possível encontrar nas legislações trabalhistas e econômicas soluções menos traumáticas que o desemprego.

“Nós, do movimento sindical, como todos já devem saber, somos bastante críticos a diversos pontos da atual legislação trabalhista. Mas com inteligência e bom senso temos conseguido aqui na região amenizar o sofrimento da classe trabalhadora, neste difícil período da pandemia, aplicando em nossas negociações coletivas as medidas provisórias 927 e 936, as portarias regulamentadoras e as leis de calamidade pública”, diz Chico do Sindicato.

“Atualmente”, ele exemplifica, “temos a desoneração da folha de pagamento, que pode ser aplicada de 1 a 4,5% sobre o faturamento bruto da empresa, ao invés de 20% da contribuição sobre a folha”.

Chico lembra ainda que o parque industrial nacional, estadual e regional, com todos os problemas que ainda temos, é o nono parque industrial do mundo.

“Temos competência tecnológica e produtiva e podemos realizar a reconversão industrial, passando a fabricar produtos típicos: tais como respiradores pulmonares, máscaras, protetores faciais, álcool gel, leitos hospitalares, peças e partes de componentes de insumos de equipamento”, diz Chico, “apesar de o governo não facilitar financiamento para este início de reconversão industrial no setor de bens de capital”, critica.

Assim o Sindicato tem usado a inteligência e o bom senso, nesta hora de pandemia, juntamente com os empresários inteligentes, para assegurar os empregos, a renda e a continuidade da produção.

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