Mococa, 30 de Setembro de 2020



Recuperação econômica ajudará campanha salarial, conquista da PLR e luta contra o custo de vida

IMG 20200604 WA0021 540x387 Recuperação econômica ajudará campanha salarial, conquista da PLR e luta contra o custo de vida

São evidentes os sinais de recuperação de alguns setores produtivos mesmo durante este trágico período de pandemia. O setor de latas sanitárias, por exemplo, superou a marca de 100% da produção, não só em Mococa, mas em todo o País.

Em dois meses, a produção de bicicletas superou a marca de 50% da produção, a construção civil está em fase de aquecimento, a produção e colheita de grãos no Brasil estão batendo recordes e a exportação de matérias-primas (commodities) de origem mineral também está “bombando”.

“Este cenário de retomada, que reflete positivamente na indústria metalmecânica, pode e deve servir de parâmetro para as negociações da nossa campanha salarial 2020 e da Participação nos Lucros ou Resultados”, diz Francisco Sales Gabriel Fernandes, o Chico, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e região e vice-presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo.

Sobre a PLR, o Sindicato sabe que há empresas escondendo o ouro, produzindo forte e vendendo muito bem no mercado. Estas têm plenas condições para pagar o benefício da PLR, que está previsto em lei, aos trabalhadores que são os que estão nas máquinas produzindo para o crescimento e para a retomada.

“Vamos pra cima delas!”, diz Chico do Sindicato. Chico também defende que a campanha salarial não fique restrita aos índices oficiais do INPC, IPCA e IBGE, pois estes com certeza jogarão a inflação pra baixo.

“Precisamos negociar com os grupos patronais tendo como base a vida real, o alto custo de vida para os trabalhadores e suas famílias”, diz Chico, lembrando que tudo está aumentando: a cesta básica, o arroz, o feijão, a carne, o leite, o gás e a gasolina, entre outros itens básicos.

A campanha salarial 2020 é unificada e reúne os sindicatos filiados à Federação, representando em torno de 800 mil metalúrgicos no Estado de São Paulo com data-base em novembro.

Justiça Tributária: a hora é agora!

IMG 20200604 WA0029 304x540 Justiça Tributária: a hora é agora!

Neste momento em que os debates sobre a reforma tributária avançam no Congresso Nacional é fundamental a sociedade brasileira entrar em contato com os Senadores e Deputados Federais e exigir que as grandes fortunas e os muito ricos sejam taxados e contribuam definitivamente com a distribuição de renda no Brasil e o desenvolvimento geral da nação.

“Se há justiça, não há revolta!”, diz Francisco Sales Gabriel Fernandes, o Chico, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e região e vice-presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de SP.

Vale destacar que 42 bilionários brasileiros aumentaram recentemente suas fortunas em 34 bilhões e, do outro lado, neste período da pandemia, ocorreram o fechamento de muitos negócios, lojas e empresas e aumentaram tragicamente o desemprego, a subocupação, o desalento de quem nem sequer procura mais uma vaga no mercado de trabalho, a pobreza e a miséria.

Chico do Sindicato lembra que a tributação começa em salários de R$ 1.900 reais, o que é uma tremenda injustiça pois salário não é renda, “é um meio de subsistência”. Para ele, a classe média também não pode ser penalizada.

A tabela do imposto de renda, que há vinte anos continua “imexível”, está defasada em mais de 50%.

“Temos que mexer nesta tabela urgentemente. Temos que taxar os ricos e as fortunas. Temos que valorizar os setores produtivos que geram emprego, trabalho decente e salários dignos. Se isso não ocorrer na reforma tributária, estaremos perdendo uma grande oportunidade de mudar a realidade social e econômica do Brasil. Vamos dialogar com os parlamentares e exigir a Justiça Tributária, já!”, finaliza Chico do Sindicato.

Apoio a greves metalúrgicas no País e ao fim da MP 927

IMG 20200604 WA0026 540x361 Apoio a greves metalúrgicas no País e ao fim da MP 927

O Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e região está solidário à greve por tempo indeterminado dos trabalhadores da Renault de São José dos Pinhais, no Paraná, contra as 700 demissões anunciadas pela montadora na terça, 21 de julho de 2020.

Para Francisco Sales Gabriel Fernandes, o Chico, presidente do Sindicato, a empresa age com intransigência, pois o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, presidido pelo companheiro Sérgio Butka, sempre esteve aberto às negociações para encontrar alternativas para a manutenção dos empregos.

“A sociedade não pode aceitar que em plena pandemia uma montadora do porte da Renault aja desta maneira tão insensível, colocando em risco social milhares de pessoas”, diz Chico do Sindicato.

O apoio também é direcionado à greve dos metalúrgicos da PTI de São Paulo, fábrica de redutores de velocidade, em ação liderada pelo companheiro Ricardo Rodrigues, o Teco, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, entidade presidida pelo presidente da Força Sindical e da CNTM, Miguel Torres. Vale lembrar que o Teco também é diretor da Federação dos Metalúrgicos do Estado de SP.

“É muita insensibilidade do patrão deixar os 180 trabalhadores da PTI sem salários há mais de dois meses”, diz Chico.

MP 927 - Sobre a perda da eficácia da nefasta medida provisória (MP) 927, que caducou no último dia 19 de julho, Chico diz que, no meio de tantas notícias ruins para o movimento sindical e para a classe trabalhadora, este foi um acontecimento vitorioso, fruto da mobilização nacional junto aos Senadores da República.

“A MP 927 estabelecia a prevalência de acordos individuais sobre a legislação trabalhista e sobre acordos e convenções coletivas. Deste modo, caso fosse votada e aprovada, tornaria ainda mais precárias as relações entre capital e trabalho e permitiria aos maus patrões explorar a classe trabalhadora com contratos, jornada e condições de trabalho abusivas, sem a participação atenta, justa e idônea das entidades sindicais dos trabalhadores”, diz Chico do Sindicato.

Recontratações passam pelo Sindicato

 Recontratações passam pelo Sindicato

A portaria do governo 16.655/20, publicada na terça, 14 de julho de 2020, no Diário Oficial da União, autoriza durante o estado de calamidade pública da Covid-19 a recontratação de funcionário dentro de 90 dias.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e Região e vice-presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, Francisco Sales Gabriel Fernandes, o Chico do Sindicato, defende que o movimento sindical aproveite esta “brecha” e entre pra valer nas negociações com as empresas para garantir as recontratações, mas só com o aval do Sindicato, sem que haja perdas de salário, direitos e benefícios.

Chico lembra que já foram demitidos nesta pandemia mais de 1 milhão e meio de trabalhadores e, neste sentido, as recontratações serão muito bem vindas para as famílias dos trabalhadores, para a sociedade e para a retomada da economia.

“O cuidado que temos de ter é evitar a ação dos maus patrões, que podem querer demitir, causando a terrível rotatividade e fraudando as recontratações, com pagamento menor para os trabalhadores”, diz Chico.

“Mas o movimento sindical é forte, inteligente e capaz de entrar neste debate, participando das negociações e incentivando as recontratações de forma justa. Nos deixaram de lado em muitas ocasiões nos últimos anos e nesta crise atual. Chegou a hora de mostrarmos para a sociedade brasileira que somos protagonistas e essenciais para a retomada da economia e do emprego”, finaliza.

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