Mococa, 30 de Setembro de 2020



Fortalecimento da campanha salarial 2020

IMG 20200604 WA0020 540x387 Fortalecimento da campanha salarial 2020

Pelo que estamos percebendo, a classe patronal do setor metalmecânico está nos empurrando para as greves nesta Campanha Salarial 2020 da categoria metalúrgica com data-base em 1° de novembro.

As greves poderão ser deflagradas se eles vierem com as mesmas propostas indecorosas que foram feitas, por exemplo, para os trabalhadores metalúrgicos com data-base em setembro, para os bancários e para os químicos.

Os patrões, que não estão querendo pagar nem as perdas salariais do período, em torno de 3%, sinalizam que este ano não haverá aumento real.

Vamos, então, focar na luta pela renovação das cláusulas sociais da Convenção Coletiva de Trabalho, que são superiores à legislação, sem abrir mão das perdas inflacionárias, tendo também como parâmetro nas negociações o alto custo da cesta básica.

Queremos que a sociedade entenda que estamos abertos às negociações de alto nível, mas também ciente de que a classe patronal tem dificultado muito o diálogo em busca de um bom acordo salarial, que garanta o poder de compra dos salários e uma força a mais para a classe trabalhadora superar com mais tranquilidade e saúde financeira este período de pandemia.

Sabemos que o País ainda está em recessão, mas, embora lenta, há sim uma retomada econômica em alguns setores, entre eles o industrial e o metalúrgico, pois o “buraco” não foi tão grande como muitos, inclusive os economistas de renome nacional, esperavam.

Não podemos, portanto, em nossa Campanha Salarial 2020, deixar escapar a conquista de um reajuste digno para os 800 mil metalúrgicos representados pelos 54 sindicatos filiados à Federação dos Metalúrgicos e à Força Sindical em todo o Estado de SP, com data-base em novembro.

Se a Campanha Salarial não for fortalecida, até mesmo com greves como resposta à intransigência patronal, as perdas salariais podem não ser nunca mais recuperadas.

O momento é este, a hora é esta. Se as negociações em São Paulo, entre os nossos dirigentes sindicais e departamentos jurídicos e os grupos patronais, não evoluírem adequadamente, vamos aqui em Mococa e região partir para os acordos diretos com as empresas de nossa base.

Se está difícil para o setor produtivo, queremos que as empresas de nossa base saibam que para os trabalhadores a questão é de sobrevivência e está muito mais difícil.

Contamos com a reflexão e conscientização de todos neste momento que precisa ser de solidariedade e apoio à classe trabalhadora que produz e contribui com a produção, com o desenvolvimento e com a superação da crise.

Francisco Sales Gabriel Fernandes, o Chico

Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e região e vice-presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de SP

Campanha Salarial 2020: Hora de ressurgirmos das cinzas!

 Campanha Salarial 2020: Hora de ressurgirmos das cinzas!

Teve início no último dia 24 de agosto a Campanha Salarial 2020 para os cerca de 800 mil metalúrgicos do Estado de SP com data-base em 1° de novembro, em busca da renovação das cláusulas sociais da Convenção Coletiva de Trabalho e de um reajuste salarial digno para a categoria. O início da Campanha foi marcado por uma assembleia virtual, a partir da Federação dos Metalúrgicos do Estado de SP, com todos os 54 sindicatos filiados: entre eles o Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e região.

Todos aprovaram atuar unidos, como tem sido nos últimos anos, fortalecendo os dirigentes que estarão à frente das negociações com os grupos patronais, na capital paulista, e garantir o melhor para a categoria. “O calendário aprovado abrange assembleias com a categoria pelos sindicatos em todo o Estado de SP, para a aprovação coletiva das reivindicações, entrega da pauta aos grupos patronais e definição das estratégias de lutas e mobilizações dos trabalhadores”, diz Francisco Sales Gabriel Fernandes, o Chico, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e região e vice-presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de SP.

Chico do Sindicato explica que as dificuldades existirão principalmente em razão da pandemia da Covid-19, que trouxe consigo a estagnação da produção numa época em que temos no País o pior crescimento econômico dos últimos anos. “Mas nem tudo está perdido. Temos sim segmentos do setor metal-mecânico indo muito bem, produzindo e vendendo. Iremos usar isto como parâmetro em nossas lutas, sem esquecer que o capital é selvagem por natureza e que tem muito empresário por aí parceiro do governo federal de direita, que tenta de todas as formas nos enfraquecer e destruir”, diz Chico.

Para ele, porém, a história tem mostrado sempre que são nos períodos mais difíceis que ressurgimos das cinzas, como o pássaro fênix. “É este o exemplo que nós, dirigentes metalúrgicos, juntamente com a nossa categoria mobilizada, iremos dar para a sociedade: o movimento sindical atuante e representativo ainda vive”, finaliza Chico do Sindicato.

ChicodoSindicato Campanha Salarial 2020: Hora de ressurgirmos das cinzas!

Sindicato produz novo jornal para a categoria

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Jornal O Metal Mococa_agosto 2020_site

“Funcionário ou colaborador”, pura demagogia!

IMG 20200604 WA0018 540x511 Funcionário ou colaborador”, pura demagogia!

“Nas relações de trabalho, temos empresas que usam hoje em dia o termo “colaborador” e não empregado: para justamente fazer com que o empregador profissional cumpra, além de suas tarefas, as metas empresariais. Pura enganação.

A empresa, para chamar alguém de colaborador, teria de ter políticas e estratégias motivacionais, para que o trabalhador possa ser reconhecido financeiramente. Deveríamos ter dentro da empresa uma administração participativa e a adoção de planos de carreira.

É muito bonita a expressão “colaborador”. Mas para existir uma colaboração real é preciso que haja o equilíbrio de forças que ainda não temos. Chamar o trabalhador ou o empregado de “colaborador” é uma manipulação, uma maneira de camuflar as injustiças e as tensões que normalmente existem nas relações de trabalho.

Querem fazer com que o trabalhador esqueça sua função de empregado profissional, fique numa posição de submissão e tenha seus direitos negado.

Para o trabalhador conquistar uma Participação nos Lucros ou Resultados é uma choradeira sem tamanho. O mesmo ocorre com o convênio médico, o tíquete refeição e o auxílio no transporte. Se o Sindicato não negociar estes ganhos e benefícios, os patrões não darão nada.

Cadê o “colaborador”? Se colabora, ele tá ajudando, não só como profissional, mas na forma de um ser humano na produção da empresa. Mas não se vê isto por aí, não!

O “colaborador” é co-autor daquilo que ele produz: mas a empresa não dá um centavo a mais, só os dividendos do trabalho. Os lucros? Jamais!

Francisco Sales Gabriel Fernandes, o Chico, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e região e vice-presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo.

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