Mococa, 15 de Agosto de 2022



Atuação do Sindicato evita propagação do coronavírus nas metalúrgicas

IMG 20200604 WA0017 304x540 Atuação do Sindicato evita propagação do coronavírus nas metalúrgicas

Chico do Sindicato

 

Desde o início da pandemia do coronavírus no Brasil, o Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e região tem exigido das empresas e fábricas do setor metalmecânico a adoção permanente de medidas de proteção nos locais de trabalho contra a disseminação da covid-19.

Nesta importante missão sindical e humanitária, a Vigilância Sanitária da cidade fiscaliza e notifica as que estiverem descumprindo normas e orientações.

Os diretores do Sindicato têm também um papel relevante. Vão constantemente às fábricas, verificam as condições de trabalho e exigem álcool gel, medição de temperatura, uso de máscara e distanciamento seguro entre os trabalhadores. Estas ações ajudaram muito na prevenção e estão servindo de exemplo para outras categorias profissionais.

“Preservar a saúde e a segurança dos trabalhadores e trabalhadoras e garantir qualidade de vida para a família metalúrgica sempre foram e continuam sendo nossas prioridades”, diz Francisco Sales Gabriel Fernandes, o Chico, presidente do Sindicato e vice-presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de SP.

Metalúrgicos da Breda, em Mococa, conquistam PLR

IMG 20201023 WA0007 540x262 Metalúrgicos da Breda, em Mococa, conquistam PLR

O Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e região conquistou para os 22 trabalhadores da metalúrgica Breda a Participação nos Lucros ou Resultados (PLR).

O benefício será pago no próximo dia 30 de outubro.

Para Francisco Sales Gabriel Fernandes, o Chiquinho, presidente do Sindicato e vice-presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de SP, a PLR deve ser paga para todos os trabalhadores, não importa o tamanho da empresa: se grande, média ou pequena. “Todos são metalúrgicos e merecem reconhecimento e este benefício econômico”.

A Breda produz componentes eletrônicos e transformadores, entre outros, e está localizada em Mococa, no KM 271 da Rodovia SP 340.

Consciência, responsabilidade e ação

IMG 20200604 WA0026 540x361 Consciência, responsabilidade e ação

O Brasil já superou o triste e trágico número de 150 mil mortos pela covid-19, principalmente em razão da falta de uma coordenação nacional de combate à pandemia. Mas a sociedade brasileira não pode se deixar levar pelos descuidos do governo nesta área da saúde e relaxar diante do coronavírus.

Precisamos ter maturidade e responsabilidade. Usar máscara, higienizar-se constantemente e evitar aglomerações são ainda as melhores práticas de prevenção.

Vale lembrar que a Europa voltou a fechar bares, restaurantes e outros estabelecimentos para tentar conter uma nova grande onda de casos de coronavírus.

Nós, do Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e região, temos desde o início da pandemia notificado as empresas de nossa base, inclusive chamando a vigilância sanitária para confirmar se elas realmente estão adotando as medidas de prevenção e exigindo relatórios destas fiscalizações.
A saúde do trabalhador e de toda a família metalúrgica é e sempre será uma de nossas principais prioridades!

PLR – Uma boa notícia é que as pequenas empresas metalúrgicas de nossa base, perante um mercado industrial aquecido, estão conscientes da importância de a categoria ter mais dinheiro no bolso para consumir, enfrentar o aperto deste momento de crise e manter a economia em movimento. Neste sentido, estamos conseguindo fechar bons acordos de Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) para os trabalhadores e trabalhadoras das pequenas empresas. A categoria merece este reconhecimento!

Francisco Sales Gabriel Fernandes, o Chico do Sindicato
Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e região e vice-presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de SP

Trabalho Decente é crucial para o Brasil se desenvolver

 Trabalho Decente é crucial para o Brasil se desenvolver

Celebramos em 7 de outubro o Dia Mundial do Trabalho Decente, que segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT) é aquele “adequadamente remunerado, exercido em condições de liberdade, equidade e segurança e capaz de garantir uma vida digna”. Para o Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e região, o Estado brasileiro e a classe empresarial não podem ficar alheios a este tema e devem colocar em prática uma agenda que garanta o Trabalho Decente à classe trabalhadora em todo o País.

Neste sentido, o presidente do Sindicato, Francisco Sales Gabriel Fernandes, o Chico do Sindicato, faz uma crítica ao neoliberalismo que vem sendo adotado há anos em vários países, inclusive no Brasil. “É um modelo político-econômico feito para manter os privilégios de uma minoria, excluir a maioria da população, destruir a força do movimento sindical e precarizar as relações entre patrões e empregados. É impossível haver Trabalho Decente em um sistema neoliberal”, diz Chico do Sindicato, também vice-presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo.

A Força Sindical, inclusive, soltou uma importante nota no dia 7 de outubro exigindo que o governo e os empregadores “desenvolvam políticas públicas e privadas destinadas a fortalecer a negociação coletiva, o diálogo social e a negociação tripartite como uma forma eficaz para a implementação imediata da agenda do Trabalho Decente, estabelecido pela OIT, e que tem sido uma constante reivindicação do movimento sindical e dos trabalhadores brasileiros”. A central rejeita as políticas de ajustes e reformas trabalhistas, inclusive as medidas provisórias emergenciais que retiraram direitos, tornaram o trabalho precário e aprofundaram ainda mais a pobreza e as desigualdades sociais em nosso País.

Crise sanitária e pandemia - A Covid-19, além de evidenciar a fragilidade, as falhas e os graves problemas estruturais do neoliberalismo no Brasil e no mundo, tem causado desastrosos impactos econômicos e sociais, com números alarmantes de milhões de desempregados, queda acentuada do PIB e aumento da miséria em quase todos os países da América, do Caribe e de outros continentes. Os governos, empregadores, trabalhadores e setores democráticos devem investir no diálogo, na negociação coletiva e na construção de um novo modelo de desenvolvimento mais justo e humano, que corresponda aos anseios da grande maioria da população. “Isto só será possível com mais empregos, Trabalho Decente, salários dignos, respeito aos direitos, investimentos em Saúde e na Seguridade Social, sindicalismo forte e atuante e democracia em constante desenvolvimento, sem retrocessos”, diz Chico do Sindicato.

*a foto que ilustra esta matéria foi feita antes da pandemia